MPRJ questiona PM sobre treinamento a policiais para evitar que menores afrodescendentes sejam baleados
Fotos de crianças mortas por bala perdidas na Lagoa Divulgação/ONG Rio de Paz Mortes de crianças e adolescentes afrodescendentes que foram vítimas de balas perdidas no Rio de Janeiro entraram na mira do Ministério Público estadual (MPRJ). O Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp), do MPRJ iniciou uma apuração para entender a situação e traçar um diagnóstico sobre as mortes violentas envolvendo menores. A Secretaria da Polícia Militar (SEPM) e o Instituto de Segurança Pública (ISP) foram questionados com um pedido de informações sobre a atuação da polícia durante operações em comunidades. Dados do ISP mostram que no Rio de Janeiro, de janeiro de 2013 a março de 2019, houve 2.484 homicídios de adolescentes. Entre as vítimas, 80% eram negras e 70% tinham entre 16 e 17 anos. Em 2025, 53 crianças com menos de 11 anos foram vítimas baleadas e atendidas em unidades da rede municipal de Saúde. Vídeos em alta no g1 Procurada, a SEPM informou em nota que "a corporação possui o Programa Patrulha da Criança e do Adolescente, iniciativa voltada à proteção integral de menores em situação de vulnerabilidade, com capacitações periódicas para policiais militares atuarem de forma especializada e humanizada". (leia a íntegra da nota no fim desta reportagem). A apuração do MPRJ teve início em dezembro de 2025 com a promotora Gabriela Christina Ammar de Sousa, da 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Patrimônio Público e da Cidadania da Capital. A ideia é acompanhar e fiscalizar as medidas adotadas pelas secretarias estaduais da Polícia Civil e da PM e a adoção, pelas duas pastas, de programas de educação permanente para os agentes de polícia, além de campanhas de conscientização aos policiais. Em março, o promotor Thiago Bucker, do Gaesp pediu informações às pastas para saber o que elas tem feito para evitar mortes de crianças e adolescentes afrodescendentes por balas perdidas. À PM, o promotor quer informações sobre duas questões: a) se já há pro...
Original source: G1 Brazil