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'A luta nunca vai acabar', diz irmão de brasileira morta no voo Rio-Paris após condenação da Air France e Airbus

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Justiça francesa condena Airbus e Air France Quase 17 anos depois da queda do voo AF447, que saiu do Rio de Janeiro rumo a Paris e matou 228 pessoas, familiares das vítimas receberam nesta quinta-feira (21) a condenação da Air France e da Airbus pela Justiça francesa como uma sensação de reconhecimento e justiça. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Entre eles está Maarten Van Sluys, irmão da carioca Adriana Van Sluys, que morreu no acidente aos 40 anos. Para ele, a decisão representa uma vitória, mas também reabre feridas que nunca cicatrizaram completamente. “A luta nunca vai acabar. Eu disse isso quando minha irmã se foi. Naquela ocasião eu disse que isso seria uma luta de uma vida. Eu nunca acreditei que seria fácil e nem que seria rápido”, afirmou. A Justiça francesa considerou a Air France e a Airbus culpadas por homicídio culposo no acidente do voo AF447, ocorrido em 2009. A decisão acontece após uma longa disputa judicial envolvendo as famílias das vítimas e duas das maiores empresas da aviação mundial. Peça do Airbus A330 da Air France que caiu no Atlântico em 2009 Divulgação Reviravolta após absolvição A condenação representa uma mudança radical em relação ao julgamento de 2023, quando um tribunal francês havia absolvido as duas empresas. Na ocasião, a Justiça reconheceu que Airbus e Air France cometeram “imprudências” e “negligências”, mas entendeu que não havia prova suficiente de relação direta entre as falhas e o acidente. O próprio Ministério Público francês havia pedido a absolvição naquele julgamento. O voo Air France 447 saiu do aeroporto do Galeão com destino a Paris no dia 31 de maio de 2009 Jornal Nacional/ Reprodução Meses depois, porém, o MP mudou de posição e recorreu da decisão, defendendo a condenação das companhias por homicídio culposo. Durante as alegações finais, os promotores fizeram críticas duras à postura das empresas ao longo do processo. “Nada foi oferecido, nem uma única palavra de consolo sincer...