Global·NewlyNewsBR

STF valida lei que destinou área de parque no Pará para construção da Ferrogrão

BR · · G1 Brazil

O Supremo Tribunal Federal (STF) validou nesta quinta-feira (23) a lei que destinou parte do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para o projeto do Ferrogrão. O julgamento teve nove votos a favor de manter a validade da lei. Os ministros julgavam uma ação do PSOL que questiona uma lei que alterou os limites do Jamanxim para permitir a construção da ferrovia, que foi planejada para interligar o Porto de Mirituba, no Pará, ao município de Sinop, no Mato Grosso. A análise foi suspensa em outubro do ano passado por pedido de vista do ministro Flávio Dino, que apresentou seu voto na tarde desta quinta. Agora no g1 O partido argumenta ao STF que a proposta excluiu cerca de 862 hectares do parque e que o projeto não poderia ter origem numa medida provisória já que altera áreas de unidades de conservação. O PSOL também aponta que a medida afronta aos direitos indígenas. A questão é polêmica porque de um lado, representantes do agronegócio consideram a Ferrogrão estratégica para transportar a produção de milho e soja. De outro lado, ambientalistas e indígenas alegam que o traçado cruza uma unidade de proteção integral. Em outubro do ano passado, o relator, Alexandre de Moraes, votou pela validade da lei. Para o ministro, não houve irregularidade porque a medida provisória que deu origem à lei não reduziu área protegida, apenas fixou uma compensação ambiental, que acabou com rejeitada pelo Congresso. Floresta nacional do Jamanxim Reprodução Moraes ressaltou que não há redução da proteção ambiental. Isso porque, segundo dados enviados ao STF, dos 977 km de ferrovia, 635 km estão em área já suprimida pela rodovia BR-163. O relator citou ainda que estudos indicam que a emissão de CO2 será 50% menor que a resultante do tráfego de caminhões, que atualmente fazem o transporte dos grãos. E que a duplicação da rodovia teria um impacto ambiental muito maior. "Não há agressão ao meio ambiente. Aqui está dentro do que a Constituição permite, estimula, um desenvolvimento susten...