Canto de Gal Costa irradia luz que parece vir do céu em álbum póstumo que eterniza show de voz e violão
Gal Costa (1945 – 2022) revive em álbum póstumo que será lançado amanhã, 22 de maio, com 24 músicas captadas em show em Salvador (BA) Marcos Hermes / Divulgação ♫ CRÍTICA DE ÁLBUM Título: Gal Costa – Ao vivo no Teatro Castro Alves Artista: Gal Costa feat. Luiz Meira Cotação: ★ ★ ★ ★ ★ ♬ Se tivesse sido lançado com Gal Costa ainda em cena, o álbum ao vivo que eterniza show feito pela cantora no Teatro Castro Alves (BA), em 22 de maio de 2003, talvez fosse recebido com certo desdém pelos críticos que, em grande maioria, viam como trabalho de entressafra, sem peso na carreira da cantora, esse show de voz e violão feito ocasionalmente por Gal com o violonista Luiz Meira entre 1997 e 2016. Só que Maria da Graça Costa Penna Burgos (26 de setembro de 1945 – 9 de novembro de 2022) já saiu de cena – e essa ausência ainda e para sempre tão doída torna especial e reveste de grandeza o álbum que chega ao mercado fonográfico amanhã, sexta-feira, 22 de maio, com capa assinada pelo artista plástico Omar Salomão. Com 24 músicas que reproduzem o roteiro do show feito por Gal com Luiz Meira dentro do projeto “Vozes do Brasil” – mencionado em fala da cantora no show como “Vozes da MPB” – em Salvador (BA), cidade natal da artista, o álbum “Gal Costa – Ao vivo no Teatro Castro Alves” tem amplitude não totalmente sinalizada pelos dois ótimos singles que antecederam o lançamento do disco produzido por Marco Mazzola, valorizado pela primorosa masterização feita por Carlos Freitas e editado através de parceria das gravadoras Biscoito Fino e MZA Music. O áudio está luminoso como a voz cristalina de Gal. E o roteiro segue uma linha, que parte dos caminhos e mistérios insondáveis da arte de cantar, assunto das duas músicas de Caetano Veloso que abrem o show, “Coraçãozinho” (1996) – canção ouvida a capella na voz de Gal – e “Minha voz, minha vida” (1982). Não por acaso, na sequência, Gal cai com naturalidade no suingue do samba “Eu vim da Bahia” (Gilberto Gil, 1965), traçando a rota in...
Original source: G1 Brazil