ONU pressiona países por metas climáticas e cita fim gradual dos combustíveis fósseis
Bandeira da Organização das Nações Unidas (ONU) Reprodução/ONU A Assembleia Geral da ONU adotou nesta quarta-feira (20) uma resolução que reforça as obrigações climáticas dos países. O texto, adotado por 141 votos a favor, 8 contra (incluindo Estados Unidos, Israel, Irã, Rússia e Arábia Saudita) e 28 abstenções, "é uma poderosa proclamação do direito internacional, da justiça climática, da ciência e da responsabilidade dos Estados em proteger as populações da crescente crise climática", afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres. Ofuscada por guerras e altos preços do petróleo, a luta por ações climáticas está ganhando terreno na esfera jurídica. Liderada por Vanuatu, uma pequena nação insular do Pacífico, a resolução sobre as responsabilidades climáticas dos Estados foi adotada. A resolução endossa o parecer consultivo histórico emitido no ano passado pelo Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), sobre a responsabilidade dos Estados em respeitar seus compromissos climáticos. "Sabemos que alguns prefeririam que esta Assembleia dissesse menos, ou nada", observou Odo Tevi, embaixador de Vanuatu na ONU, e um dos principais defensores da justiça climática, antes da votação. “Os danos são reais e já estão sendo causados às ilhas e áreas costeiras baixas, às comunidades que enfrentam secas e quebras de safra, àqueles cujos lares, meios de subsistência e cultura estão sendo afetados por forças que não desencadearam", enfatizou. Em 23 de julho de 2025, após dois anos de audiências com mais de 100 Estados dispostos a apresentar seus pontos de vista, os juízes da mais alta corte do mundo emitiram, por unanimidade, um parecer consultivo robusto e detalhado, que superou as expectativas. Os Estados têm "obrigações legais" de agir em relação às mudanças climáticas, uma vez que sua preservação protege os direitos humanos e a habitabilidade do planeta. Agora no g1 Virada decisiva em termos de responsabilidade O não cumprimento dessas obrigações é "ilegal", advertiu o ...
Original source: G1 Brazil