Baleias-jubartes batem recorde de distância e impressionam cientistas
Baleias-jubartes batem recordes de distância e impressionam cientistas Um estudo divulgado nesta semana pela revista científica britânica Royal Society Open Science revelou que as baleias-jubartes (Megaptera novaeangliae) podem nadar distâncias muito maiores do que a ciência imaginava. 📱 Receba conteúdos do Terra da Gente também no WhatsApp A pesquisa comprovou que esses animais, que atingem até 16 metros de comprimento e 40 toneladas, são capazes de cruzar os oceanos em viagens que chegam a ultrapassar os 15 mil quilômetros. Baleias-jubartes batem recorde de distância em avistamentos Julio Cardoso O mais interessante é que a descoberta teve como base registros fotográficos feitos também por brasileiros. Entre eles está Julio Cardoso, que desde 2004 tem se dedicado à navegação e à observação de baleias, golfinhos e aves pelágicas no Litoral Norte paulista. O artigo contou com a colaboração de Cristina Castro Ayala, Stephanie Stack, Milton Marcondes, Ted Cheeseman, Jens Currie, Arlaine Francisco, Marilia Olio, Bianca Righi e Renata Sousa-Lima, além do próprio Julio Cardoso. A "impressão digital" das baleias Baleias-jubartes batem recordes de distância e impressionam cientistas Julio Cardoso O levantamento foi possível graças à Happywhale, uma plataforma de ciência cidadã onde é possível postar fotos de baleias. A identificação dos indivíduos é feita pela cauda, que possui marcas únicas e pode ser comparada à impressão digital dos humanos. Como os registros contêm data e local da fotografia, o cruzamento desses dados pelo sistema da plataforma permite rastrear com precisão as rotas de viagem dos indivíduos cadastrados. Para chegar à conclusão de que as baleias cruzaram parte do planeta, foram avaliados 10.341 registros no Atlântico Sul e 8.942 no litoral leste da Austrália, postados entre 1984 e 2025. Veja mais notícias do Terra da Gente, no g1: Nova planta descoberta no Maranhão já corre risco de extinção e desperta 'mistérios' Conheça o ratinho ligado ao hantavír...
Original source: G1 Brazil