Nova lei antifacção é aplicada pela 1ª vez durante 'guerra de facções' em cidade no interior de Minas
Vídeo mostra acidente após motorista ser executado em avenida de Araguari A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) aplicou, pela primeira vez em Araguari, a nova Lei Antifacção em um caso de homicídio que, segundo a corporação, está ligado à 'guerra de facções' entre organizações criminosas da cidade. O crime aconteceu em 7 de maio, quando um motorista de 27 anos foi morto a tiros na frente da família. A vítima dirigia pela avenida Miguel Assad Debs, no bairro Santa Terezinha, acompanhada da companheira, de 24 anos, e do filho, de 6 anos, quando foi surpreendida por dois homens em uma motocicleta. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o carro perde o controle após o ataque e atinge veículos estacionados. Uma motocicleta, apontada como suspeita, aparece passando pelo local logo em seguida. Assista acima. Segundo o delegado Felipe Oliveira Monteiro, o homicídio foi motivado por uma disputa entre facções criminosas pelo controle de áreas na cidade. Ao final das apurações, a Polícia Civil indiciou quatro pessoas pelos crimes de homicídio qualificado, organização criminosa ultraviolenta, porte ilegal de arma e receptação. De acordo com a polícia, esta é a primeira vez que investigados na cidade são enquadrados na nova legislação federal. "Essa foi a primeira vez que membros dessas organizações criminosas foram indiciados e enquadrados na nova lei antifacção que prevê penas de até 40 anos de prisão somente para o crime de organização criminosa ultraviolenta. Então, se a gente somar as penas desse crime com os demais crimes que foram praticados, esses autores podem pegar mais 100 anos de prisão", comentou Monteiro. Três suspeitos estão presos e um segue foragido Segundo a Polícia Civil, três suspeitos — Gabriel de Souza, de 18 anos, João Felipe, de 22, e Victor Fernandes, de 33 — estão presos. Um quarto investigado, de 28 anos, segue foragido, e a corporação aguarda decisão da Justiça sobre ...
Original source: G1 Brazil