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Não se culpe: a ciência explica por que é tão difícil trocar o sofá pelo exercício regular

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Não se culpe: a ciência explica por que é tão difícil trocar o sofá pelo exercício regular Adobe Stock Você provavelmente já se cansou de ouvir que a atividade física faz bem e deveria praticá-la. Basta olhar ao redor: gente correndo no bairro, academias cheias, vídeos de treino aparecendo o tempo todo nos feeds de notícias das plataformas digitais. A impressão é de que todo mundo se exercita. Mas essa sensação é enganosa. Ela nasce de um atalho comum no nosso cérebro: damos mais peso ao que vemos com frequência no nosso entorno imediato — e, hoje, isso inclui as redes sociais. É o que podemos chamar de ilusão do mundo ativo. Na prática, uma série de pesquisas tem mostrado o contrário: a população mundial está mais inativa do que nunca. Essa contradição levanta uma pergunta incômoda: se há uma quantidade crescente de boas evidências científicas documentando que se movimentar é importante para cuidar do nosso bem mais precioso — a saúde — por que ainda escolhemos o sofá? Essa questão não é nova para mim. Ela começou a me intrigar há cerca de 15 anos, quando comecei a dar aulas em uma academia de musculação. Desde então, entre prática e pesquisa, fui percebendo que o problema não está apenas no acesso à informação, mas em algo mais profundo: o modo como nos motivamos, fazemos escolhas e tomamos decisões no dia a dia. Vídeos em alta no g1 A dificuldade de aderir Aderir à atividade física é um dos grandes desafios da saúde pública contemporânea. Apesar de décadas de campanhas, diretrizes e recomendações, como as da Organização Mundial da Saúde, grande parte da população ainda não atinge os níveis mínimos de atividade física. E ainda que o conhecimento sobre os benefícios do exercício se expandiu enormemente, os níveis de sedentarismo permanecem altos — e, em muitos casos, aumentaram. Isso revela um limite importante do modelo tradicional de comunicação nesse campo: a ideia de que informar é suficiente para mudar comportamento. Não é o que vemos. É nesse contexto que...