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Com fundo bilionário de indenização, Trump manobra reescrever a História e transformar algozes que invadiram o Capitólio em perseguidos políticos

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Foto de 6 de janeiro de 2021, dia da invasão ao Capitólio dos EUA, mostra policiais conversando com apoiadores do então presidente americano, Donald Trump, incluindo Jacob Chansley (à direita), do lado de fora do plenário do Senado Manuel Balce Ceneta/AP Num caso emblemático de algozes que se transformam em vítimas, os simpatizantes de Donald Trump que invadiram o Capitólio, no dia 6 de janeiro de 2021, poderão ser indenizados pela tentativa de motim. E com o dinheiro do contribuinte. O fundo de US$ 1,776 bilhão para ressarcir os que se dizem prejudicados pelos processos judiciais reforça a obsessão do presidente americano de reescrever a história do maior ataque à democracia americana. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Pesquisa mostra que mais de 60% dos norte-americanos desaprovam o governo Trump Naquele dia, o presidente derrotado incitou uma mobilização para impedir a certificação do presidente eleito, Joe Biden, e reverter o resultado da eleição. O resultado foi trágico. Cinco policiais foram mortos na tentativa de conter a violenta ação de uma multidão dentro das instalações da sede do Congresso. Quatro anos depois, no primeiro dia de seu segundo mandato, Trump anistiou mais de mil pessoas acusadas no ataque e comutou as penas de todos os condenados pelos crimes violentos no Capitólio. Era a primeira tentativa do presidente de inocentar os responsáveis por saques, depredações e perseguições a congressistas e ao então vice-presidente Mike Pence. Vieram outras, como a criação de um site hospedado no domínio oficial da Casa Branca, que falsamente corrobora a versão de que a invasão do Capitólio foi um “protesto pacífico de patriotas” contra o resultado de eleições que teriam sido fraudadas. Com a criação do fundo bilionário, anunciado na segunda-feira, o presidente manifestou o interesse de compensar “o período terrível” que se seguiu ao 6 de janeiro para os que chama de perseguidos políticos do governo Biden. “É uma forma de ree...