Moraes manda MJ e Itamaraty adotarem providências para extradição de Zambelli da Itália para o Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério das Relações Exteriores adotem as providências necessárias para efetivar a extradição da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) da Itália para o Brasil. A decisão, assinada na última segunda-feira (18) , ocorre logo após a Coordenação-Geral de Extradição e Transferência de Pessoas Condenadas do Ministério da Justiça transmitir ao STF a decisão da Corte de Roma, que deferiu o segundo pedido de extradição da parlamentar brasileira. Carla Zambelli foi condenada pela Primeira Turma do STF à pena final de 10 anos de reclusão, em regime inicial fechado, além do pagamento de 200 dias-multa. A condenação criminal, que já é definitiva, é decorrente da prática de crimes de falsidade ideológica e invasão de dispositivo informático qualificada. Vídeos em alta no g1 Após o julgamento, a defesa de Zambelli e do hacker Walter Delgatti Neto chegou a opor embargos de declaração, que foram rejeitados por unanimidade pela Primeira Turma do STF em junho de 2025. O tribunal considerou os recursos meramente protelatórios e determinou a certificação imediata do trânsito em julgado. Diante da constatação de que Zambelli havia fugido do país e se encontrava em território italiano, o ministro Alexandre de Moraes acionou o Ministério da Justiça para formalizar o pedido de extradição com base em tratado bilateral entre o Brasil e a Itália. Em 29 de julho de 2025, Zambelli foi presa em Roma pelo Escritório Central Nacional da Interpol na Itália, com o objetivo de garantir a sua extradição para o Brasil. Durante o processo na Europa, a Justiça italiana solicitou uma série de esclarecimentos e garantias formais ao Estado brasileiro a respeito das condições carcerárias que aguardavam a deputada. Entre os questionamentos enviados pela justiça italiana em dezembro de 2025, estavam pedidos de informações sobre: em qual estabelecimento prisional ...
Original source: G1 Brazil