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'A população não pode saber como é aqui dentro': mensagem enviada por PM preso expõe rotina de 'regalias' em presídio

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Mensagem enviada por PM preso expõe rotina de 'colônia de férias' em presídio no AM Uma investigação do Ministério Público mostra a rotina de liberdade quase total dentro e fora de um núcleo prisional em Manaus que deveria custodiar policiais militares acusados de crimes graves. Entre os casos revelados, chama atenção a fala de um dos detentos, o sargento Douglas Napoleão, que foi condenado por tráfico ilegal de armas. No celular dele, a polícia encontrou uma troca de mensagem com a companheira, que compara a experiência a “uma espécie de férias”. "Está sendo uma espécie de férias para você, né? Pelo menos está descansando dos trabalhos do dia a dia", escreveu a companheira do PM. "Mais ou menos, a população só não pode saber como é aqui dentro. Para todos os efeitos, aqui é a cadeia, respondeu Douglas. 'Colônia de férias': PMs presos tinham rotina de festa no presídio e circulavam livremente pelas ruas no AM Mensagem enviada por PM preso expõe rotina de 'colônia de férias' em presídio no AM Reprodução/TV Globo 'Vou jogar um futebolzinho' Imagens e relatos mostram que os detentos utilizavam até mesmo espaços públicos próximos, como a quadra de uma escola municipal vizinha, onde se reuniam semanalmente para lazer. “Vou jogar um futebolzinho”, diz o sargento Douglas Napoleão ao sair para partida durante prisão. Presos jogavam em quadra esportiva sem escolta Reprodução/TV Globo 'Colônia de férias' Segundo as apurações, policiais militares presos por crimes graves tinham liberdade para sair, praticar atividades de lazer e até circular pela cidade, em um cenário descrito por autoridades como semelhante a uma “colônia de férias”. Em um dos casos, um sargento foi flagrado deixando a unidade com bolas para jogar futebol. Outro caso apurado mostrou um PM que, mesmo detido, usava o celular para anunciar a venda de armas. No local, 71 policiais respondiam por acusações como homicídio, tráfico de drogas e estupro. Apesar da gravidade dos crimes, havia relatos de ausênci...