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PM preso acusado de matar a família Aguiar segue recebendo salário como servidor público no RS

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Família Aguiar: Justiça decide que guarda do filho do PM vai permanecer com avó O policial militar Cristiano Domingues Francisco, principal suspeito do desaparecimento de Silvana de Aguiar, 48 anos, e dos pais dela, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, segue recebendo salário como servidor público do Rio Grande do Sul. Ele ingressou na Brigada Militar em 2009 e atuava como soldado até fevereiro deste ano, quando foi preso temporariamente. A prisão foi convertida em preventiva em abril. Mesmo detido, ele segue recebendo remuneração. O último pagamento, referente ao mês de abril, teve o valor bruto de R$ 6.956,72. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Na denúncia, o Ministério Público requereu pela perda do cargo público. Procurada pela reportagem, a Corregedoria da Brigada Militar disse que o processo administrativo que vai julgar a conduta não pode ser aberto até que haja a autorização do uso das provas pela Justiça. Assim, o policial permanecerá recebendo, diante do princípio da presunção de inocência. Ou seja, ele só poderá deixar de receber esses valores caso seja condenado criminalmente e ocorra uma eventual exclusão da corporação. Os corpos não foram encontrados mas, no início de maio, a Justiça tornou réus o PM e mais duas pessoas pelos assassinatos. Cristiano Domingues Francisco, ex-companheiro de Silvana e pai do filho dela, preso temporariamente desde fevereiro Renan Mattos / Agencia RBS Crimes pelos quais os réus respondem Cristiano Domingues responde por dois feminicídios (Silvana e Dalmira), um homicídio qualificado (Isail), ocultação de cadáveres, fraude processual, associação criminosa, falsidade ideológica, furto e abandono de incapaz. O Ministério Público também requereu a perda do cargo público e a incapacidade para o exercício do poder familiar. Milena Ruppental Domingues, atual esposa de Cristiano, é acusada de participação nos dois feminicídios e no homicídio qualificado, ocultação de cadáveres, fraude processu...