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El Niño forte: centro que monitora desastres no Brasil avalia riscos e incertezas

BR · · G1 Brazil

Mapa mostra as anomalias de temperatura da superfície do mar no Pacífico em abril de 2026. Áreas em azul indicam águas mais frias que a média, padrão associado à La Niña NOAA Uma nota técnica elaborada por pesquisadores do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) aponta que modelos climáticos internacionais já indicam a possibilidade de desenvolvimento de um El Niño forte ou muito forte entre 2026 e 2027, com potencial para aumentar riscos de eventos extremos no Brasil. O documento foi enviado à Casa Civil e ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), mas não trata o cenário como uma previsão fechada. ⚠️ Ao longo do texto, os pesquisadores destacam repetidamente que ainda há elevada incerteza nas projeções feitas para períodos mais longos. Na nota, o Cemaden afirma que modelos climáticos do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas (ECMWF), da agência americana NOAA e do serviço meteorológico da Austrália convergem para um cenário de aquecimento das águas do Pacífico tropical (entenda mais ABAIXO). Segundo o texto, algumas simulações sugerem um evento que “poderá se tornar o El Niño mais forte da história moderna”, mas os próprios autores ressaltam que essas previsões “ainda têm baixa confiabilidade no longo prazo”. “As projeções feitas com meses de antecedência não têm capacidade de indicar eventos isolados, especialmente extremos, como uma tempestade específica em determinado município ou dia", diz ao g1 Pedro Ivo Camarinha, doutor em Mudanças Climáticas e Desastres, diretor substituto do Cemaden e um dos pesquisadores que assinam a nota técnica. "O que elas mostram são tendências mais amplas: regiões onde há maior probabilidade de chover acima ou abaixo da média, ou de registrar temperaturas mais altas ou mais baixas que o normal". O documento explica, por exemplo, que um “Super El Niño” é caracterizado por anomalias acima de 2°C na região Niño 3.4 do Oceano Pacífico. A nota diz ainda que projeções recentes do ...