OMS reúne especialistas para discutir vacinas contra Ebola após avanço de surto no Congo
OMS muito preocupada com escala e velocidade do surto de Ebola A Organização Mundial da Saúde (OMS) reúne nesta terça-feira (19) um grupo de especialistas para discutir possíveis estratégias de vacinação contra um surto de Ebola que avança no leste da República Democrática do Congo. Segundo a OMS, mais de 500 casos suspeitos e ao menos 130 mortes já foram registradas no atual surto, causado pela variante Bundibugyo do vírus — uma cepa para a qual ainda não existe vacina nem tratamento aprovados. A preocupação das autoridades sanitárias aumentou após a OMS e o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (Africa CDC) classificarem a situação como uma emergência de saúde pública. A variante Bundibugyo pode ter taxa de mortalidade de até 40%. Além da falta de vacinas específicas, autoridades enfrentam outro desafio: a baixa capacidade de testagem na região afetada. Segundo a OMS, os exames atualmente disponíveis conseguem processar apenas seis testes por hora para identificar a variante Bundibugyo. Cartaz com os números de contato de emergência para o Ebola está afixado em uma tenda na passagem de fronteira de Busunga, entre Uganda e a República Democrática do Congo, em Bundibugyo, em 18 de maio de 2026 BADRU KATUMBA / AFP Falta de testes atrasou identificação do surto A representante da OMS no Congo, Anne Ancia, afirmou que houve demora para detectar o avanço da doença porque os testes usados inicialmente na região eram voltados à variante Zaire do Ebola, mais comum em surtos anteriores. Ela disse que ainda existe “grande incerteza” sobre a real dimensão da epidemia. “A capacidade de vigilância e investigação é muito limitada nessa região de forma geral”, afirmou. Segundo Ancia, a OMS enviou 12 toneladas de suprimentos médicos ao Congo e outras seis toneladas devem chegar nesta terça-feira. O material inclui equipamentos de proteção para profissionais de saúde e itens para coleta de amostras. O surto também já atingiu Uganda, onde dois casos confirmados foram...
Original source: G1 Brazil