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Tiê balança entre a reiteração e a renovação, mas pende para a delicadeza nas reflexões do álbum 'Esgotada'

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Capa do álbum 'Esgotada', de Tiê Pintura de Marina Quintanilha a partir de foto de Indira Dominici ♫ CRÍTICA DE ÁLBUM Título: Esgotada Artista: Tiê Cotação: ★ ★ ★ ♬ Certa madrugada Tiê acordou de sonhos intranquilos. As reflexões feitas na noite insone geraram a letra confessional de “Minha história”, primeira e mais inspirada música do repertório essencialmente autoral do álbum “Esgotada”, programado para ser lançado pela artista paulistana amanhã, quarta-feira, 20 de maio, com capa que expõe Tiê em pintura a óleo feita por Marina Quintanilha a partir de foto de Indira Dominici. “O passado não dá para mudar / Eu estava lá / ... / Desenhando o invisível / Deu vontade de poder voltar / ... / Só se aprende ao querer tentar”, avalia Tiê nessa faixa que evoca a doçura dos primeiros discos da cantora, compositora e instrumentista. Tiê Gasparinetti Biral abriu caminho a partir de 2007 na cena indie paulistana, no rastro do sucesso do primeiro álbum da conterrânea Céu, lançado dois anos antes. Só que, no meio desse caminho, houve imprevisto desvio de rota que conduziu à cantora ao mainstream com a explosão da música “A noite”, versão da canção italiana “La notte” (2012) lançada por Tiê no álbum “Esmeraldas” (2014) e amplificada na trilha sonora da novela “I love Paraisópolis” (2015). Então sob contrato da Warner Music, gravadora multinacional que investiu alto na artista, Tiê fez o jogo do mercado no álbum “Gaya” (2017) – dando voz a uma linda canção inédita do hitmaker sertanejo Bruno Caliman, “Amuleto”, escolhida estrategicamente para promover o disco – e reforçou a onda de registros audiovisuais com o disco ao vivo “Dix” (2019) até voltar forçosamente para a cena indie quando a conta não fechou. Primeiro título de projeto fonográfico duplo que prevê o lançamento no segundo semestre de outro álbum, “Amorosa”, “Esgotada” é o primeiro álbum solo autoral gravado em estúdio por Tiê após esse retorno ao indie. “Eu sinto que ‘Esgotada' é um mergulho, mas também um tra...