Fernando de Noronha debate consumo do peixe-leão, espécie invasora
Venenoso, peixe-leão ameaça o equilíbrio da vida marinha em Fernando de Noronha O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) realiza, desta segunda (18) até sexta (22), a Segunda Semana do Peixe-leão (Pterois volitans), em Fernando de Noronha. A é espécie invasora e venenosa e representa uma ameaça ao meio ambiente (veja vídeo acima). A programação contará com palestras, oficinas, cursos e atividades práticas voltadas ao monitoramento e controle do peixe. Entre os temas debatidos está a possível liberação da espécie para consumo humano, apontada por especialistas como uma estratégia de manejo e controle do animal invasor. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Peixe-leão capturado em Noronha Fernando Rodrigues/Sea Paradise O evento vai reunir pesquisadores, mergulhadores, instituições e moradores. Segundo a chefe do ICMBio em Noronha, Lilian Hangae, o evento dará possibilidade para troca de experiências. “Como somos protagonistas no manejo aqui no Brasil, a ideia é trocar experiências, trazer o conhecimento gerado por outras instituições e pensar juntos nos nossos desafios”, afirmou. De acordo com Lilian Hangae, um dos principais temas do evento será a inclusão do consumo do peixe-leão. A prática já é adotada em outros países e é considerada uma das formas mais eficientes de controle da espécie invasora. “Temos muitos peixes capturados e já temos dificuldade em armazenar. As estratégias internacionais mostram que o manejo é mais efetivo quando envolve o consumo”, explicou. A gestora destacou ainda que pesquisas indicam a viabilidade do consumo do peixe-leão, que já é apreciado em países como a Costa Rica. “É um peixe muito apreciado, de filé branco e sabor leve, com potencial de alto valor agregado para Noronha, que pode servir de resultado de um manejo responsável”, disse. Para uso dm alimentação, entretanto, será necessário treinamento. Segundo os pesquisadores, o peixe-leão tem 18 espinhos dorsais venenosos que liberam uma toxina ca...
Original source: G1 Brazil