OMS enfrenta impasse com EUA e Argentina durante reunião marcada por surtos de hantavírus e ebola
O logo da Organização Mundial da Saúde (OMS) é visto fora da sua sede em Genebra. Martial Trezzini/Keystone via AP Os Estados-membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) celebram nesta segunda-feira (18), em Genebra, sua reunião anual em meio à preocupação com os surtos de hantavírus e ebola, além da incerteza provocada pelas saídas anunciadas dos Estados Unidos e da Argentina. Embora o raro surto de hantavírus em um cruzeiro, que chamou a atenção mundial, não apareça oficialmente na agenda, o tema deve ocupar um lugar de destaque nas discussões, assim como o novo surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC). Uma fonte diplomática, que pediu para não ser identificada, disse que seria interessante ver como a OMS utiliza os dois surtos para "pressionar (Estados Unidos e Argentina) a não abandonarem" a organização. A reunião anual para tomada de decisões da OMS, que prosseguirá até sábado (23), acontece após um ano difícil para a organização. A OMS perdeu força com a saída anunciada dos Estados Unidos e os cortes de financiamento que a obrigaram a reduzir seu orçamento e o quadro de funcionários. Hantavírus: após surto, navio MV Hondius chega ao porto de Roterdã, na Holanda Vídeos em alta no g1 "Agora estamos estáveis e avançando", declarou no fim de abril o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. A situação "continua frágil, mas eles tiveram sucesso em mobilizar a maior parte dos recursos" necessários para os próximos dois anos, declarou à AFP Surie Moon, codiretora do Centro de Saúde Global do Instituto de Pós-Graduação de Genebra. A crise do hantavírus ofereceu "uma ilustração clara da razão pela qual o mundo precisa de uma OMS eficaz, confiável, imparcial e com financiamento previsível", acrescentou. Divisões A contínua divergência entre países ricos e países em desenvolvimento bloqueou, por exemplo, os avanços na peça-chave que falta no histórico tratado sobre pandemias de 2025 da OMS. Agora, analistas esperam que as negociações pross...
Original source: G1 Brazil