Empresa de limpeza urbana de Piracicaba é investigada pelo MPT por fraude em registro de ponto e coação de garis
Resíduos acumulados em galpão da Piracicaba Ambiental Ministério Público O Ministério Público do Trabalho (MPT) informou que investiga a empresa Piracicaba Ambiental após receber denúncias de que registros de ponto são fraudados e que garis são coagidos a assinar documentos de controle de jornada. A empresa é responsável pela limpeza urbana em Piracicaba (SP). Segundo denúncia recebida pelo MPT, outros funcionários da empresa preencheriam os pontos dos coletores de lixo, que seriam obrigados a assinar os registros sob pressão. A denúncia foi recebida pelo órgão em novembro de 2025, mas outras obrigações trabalhistas da empresa foram tema de requerimento da Câmara de Vereadores no final de abril de 2026, após funcionários da empresa procurarem a vereadora Silvia Morales (PV). 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram Descumprimento de acordo A investigação sobre a suposta fraude nos registros de jornada ocorre no contexto de uma série de irregularidades trabalhistas envolvendo a empresa. Em 2018, a Piracicaba Ambiental firmou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o MPT, comprometendo-se a cumprir a legislação trabalhista, especialmente no que diz respeito à jornada de trabalho, registros de ponto e concessão de intervalos aos trabalhadores. No entanto, em 2019, a empresa descumpriu o acordo e foi multada em R$ 15 mil, informou o MPT. Em 2020, a empresa assinou um TAC aditivo, responsável por acrescentar mais cláusulas àquele firmado em 2018. No documento, a Piracicaba Ambiental se comprometeu a não fazer alterações em contratos individuais de trabalho que resultem em prejuízo ao empregado e a implantar terceiro turno de trabalho visando adequar as jornadas aos limites legais da CLT. Agora, com a nova denúncia, o MPT apura se a empresa voltou a descumprir o TAC. Caso as irregularidades sejam confirmadas, a Piracicaba Ambiental poderá ser novamente multada. Caminhão de resíduos da Piracicaba Ambiental Ronaldo Oliveira/ EPTV O que diz a empresa A Piracicaba ...
Original source: G1 Brazil