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O que investimento de Joesley Batista em fabricante brasileira de armamentos em dificuldade indica sobre boom do setor bélico

BR · · G1 Brazil

Avibras retoma as atividades com 271 funcionários Com conflitos avançando pelo mundo, os gastos militares seguem em tendência de alta. E o Brasil também vive uma espécie de "boom" do seu setor bélico — os gastos militares no país aumentaram 13% no ano passado, muito acima da média global de quase 3% no mesmo período. Além de gastar mais, o Brasil tem exportado mais, com ampla demanda global por equipamentos brasileiros, que vão de munição convencional a aviões. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Com esse mercado aquecido, grandes negócios no setor militar brasileiro chamaram a atenção de investidores e analistas nos últimos meses. Um deles foi o aporte milionário de diversos investidores na Avibrás, empresa brasileira líder na produção de sistemas de defesa e do setor aeroespacial, especializada em foguetes e mísseis. Fundada em 1961, a Avibrás estava desde 2022 em recuperação judicial. No mês passado, após uma crise financeira que incluiu uma greve de 1.281 dias, a Avibrás retomou suas atividades em sua fábrica de São José dos Campos (SP) — agora rebatizada de Avibrás Aeroco. Nos últimos anos, movimentos pela aquisição da Avibrás por grupos da China e dos Emirados Árabes chegaram a ser reportados. Mas a produção de mísseis e foguetes está sendo retomada graças a um aporte de R$ 300 milhões de diversos investidores, entre eles o bilionário Joesley Batista, do grupo JBS. Outros grandes investimentos no setor armamentista brasileiro também chamam atenção. Na última semana, a Embraer anunciou que fechou o maior pedido internacional já feito por um único país, os Emirados Árabes, para o cargueiro C-390 Millennium, o maior avião desenvolvido pela companhia. Gastos militares recordes Segundo o último relatório sobre o tema elaborado pelo Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI), os gastos militares mundiais aumentaram 2,9% em termos reais para US$ 2,887 trilhões em 2025. Foi o 11º ano consecutivo de c...