Ebola: o que saber sobre surto na República Democrática do Congo
Agentes de saúde durante um surto de Ebola no ano de 2022 em Uganda Getty Images via BBC A declaração de emergência de interesse internacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS) não significa que o surto de Ebola na República Democrática do Congo seja os estágios iniciais de uma pandemia ao estilo Covid. O risco que o Ebola representa para o mundo inteiro permanece baixo. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A maioria dos surtos de Ebola tende a ser pequena, mas os especialistas querem evitar um surto como o de 2014-16. Na época, quase 30 mil pessoas no oeste da África foram infectadas, o maior surto da doença já registrado no continente. O Brasil não teve nenhum caso registrado na época, apenas suspeitas que foram descartadas. Vídeos em alta no g1 A atual guerra civil no país africano está dificultando o controle do vírus, e a doença vem se espalhando há semanas. Já há 80 mortes confirmadas e 250 casos suspeitos na República Democrática do Congo. Em Uganda, uma pessoa foi infectada e outra morreu pelo vírus da doença. A espécie de Ebola envolvida é rara, então há menos ferramentas e conhecimento para deter um vírus que mata cerca de um terço das pessoas infectadas. Existe risco significativo para países vizinhos como Uganda, Sudão do Sul e Ruanda, considerados de alto risco devido às estreitas ligações comerciais e de viagens com a República Democrática do Congo. “A situação é complexa o suficiente para exigir coordenação internacional”, diz a Dra. Amanda Rojek, do Instituto de Ciências Pandêmicas da Universidade de Oxford. Em 2017, surto na República Democrática do Congo matou quatro pessoas Getty Images via BBC No entanto, a República Democrática do Congo tem uma vasta experiência em lidar com surtos de Ebola e a resposta é “significativamente mais forte hoje do que há uma década”, diz Daniela Manno, da London School of Hygiene & Tropical Medicine. O ebola é uma doença grave e mortal, embora seja rara. O vírus Ebola infecta prin...
Original source: G1 Brazil