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Por motivos religiosos, médico cria clínica de fertilização conservadora que não descarta embriões

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Dr. John Gordon abriu uma clínica de fertilização guiada por princípios cristãos. AP Photo/Jessie Wardarski O Dr. John Gordon, endocrinologista reprodutivo, é um homem de fé há anos. Quando começou a ter dúvidas, elas não eram sobre Deus, mas sobre o trabalho de sua vida. Ele escolheu a especialidade de infertilidade para ajudar as pessoas. Trinta anos depois, os avanços científicos tornaram esse objetivo mais acessível do que nunca, mas também trouxeram novos dilemas éticos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Como codiretor de uma clínica de fertilização nos arredores de Washington, D.C., Gordon passou a se preocupar com a criação de embriões excedentes, que muitas vezes ficavam armazenados por longos períodos ou eram descartados. Com a expansão dos testes genéticos, os casais passaram a poder escolher o sexo do bebê e identificar doenças graves, mas também condições mais leves, como a perda auditiva. “Isso é moralmente problemático demais”, pensou Gordon. “Não sei onde traçar o limite.” Empreendedoras faturam com personalização de Bíblias Em 2018, sua esposa o incentivou a mudar a prática médica. Ambos acreditavam, por sua fé cristã, na santidade dos embriões. Ao olhar para a casa onde criaram quatro filhos, Allison Gordon passou a sentir que a vida confortável que levavam parecia ter sido construída sobre “ganhos ilícitos”. John Gordon então comprou uma clínica em Knoxville, Tennessee, e a alinhou às suas convicções religiosas, que vinham se transformando ao longo do tempo. Sua clínica, a Rejoice Fertility, não descarta embriões viáveis, não realiza testes genéticos nem os doa para pesquisa. Também limita a quantidade de embriões produzidos. A trajetória mudou em paralelo ao crescente debate sobre a fertilização in vitro (FIV). Decisões judiciais recentes reacenderam discussões sobre o tema — desde a revogação do direito federal ao aborto pela Suprema Corte dos EUA até a decisão da Suprema Corte do Alabama que passou a considerar embriões co...