Maior explosão da história de SP deixou 42 mortos e 300 feridos há 30 anos em shopping de Osasco
Sobreviventes da explosão do Osasco Plaza Shopping falam da tragédia 20 anos depois A maior explosão já registrada em São Paulo completa 30 anos no próximo mês e voltou à memória dos paulistas após um novo acidente envolvendo gás atingir o estado nesta semana. Na segunda‑feira (11), uma explosão no Jaguaré, na Zona Oeste da capital, deixou um morto, três feridos e atingiu 46 casas, reacendendo o alerta para riscos em redes de gás e áreas urbanas. O episódio remete à tragédia que, em 11 de junho de 1996, matou 42 pessoas e deixou cerca de 300 feridos no Osasco Plaza Shopping, na Grande São Paulo. Mais de 20 lojas ficaram destruídas. O maior dano ocorreu na parte dos fundos do empreendimento, onde ficava a praça de alimentação. Naquele dia, a explosão foi provocada por um vazamento de gás acumulado em uma tubulação subterrânea, que não havia sido detectado previamente. A detonação ocorreu em horário de funcionamento do shopping, com grande circulação de pessoas porque era véspera do Dia dos Namorados. A força da explosão destruiu lojas, abriu crateras no piso e provocou o desabamento de partes da estrutura, atingindo clientes, lojistas e funcionários. Osasco Plaza Shopping foi palco da explosão que deixou mais mortos no estado de SP: 42 vítimas em 1996. Reprodução/TV Globo Testemunhas relataram cenas de pânico e destruição. Muitas vítimas ficaram presas sob os escombros, e o Corpo de Bombeiros mobilizou equipes de resgate por várias horas em busca de sobreviventes. O caso ganhou repercussão nacional e marcou a história da Grande São Paulo. Entre os relatos mais conhecidos está o de um bebê resgatado com vida, que virou símbolo da tragédia (veja vídeo acima). Ele perdeu a mãe no acidente. Em 2016, a Justiça havia condenado o empreendimento a indenizar as vítimas. Parte das famílias dos mortos recebeu cerca de R$ 50 mil à época. O Osasco Plaza tinha entrado na ocasião com ação na Justiça para pedir indenização por danos morais e materiais contra a Ultragaz por enten...
Original source: G1 Brazil