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Furtos de energia no Brasil causam um prejuízo bilionário

BR · · G1 Brazil

Furtos de energia no Brasil causam um prejuízo bilionário As ligações clandestinas desviaram energia elétrica no Brasil causam prejuízo bilionário. Além de interrupções no fornecimento, o furto a também pesa no preço da conta de luz do brasileiro. É nesse emaranhado de fios que uma das maiores riquezas produzidas pelo país é furtada. Os prejuízos causados pelos gatos de energia elétrica chegam a patamares inimagináveis. De acordo com a Associação das Distribuidoras de Energia, só em 2024 foram desviados mais de 22,5 bilhões de kWh no país. Quase o dobro de toda a produção de Belo Monte, a segunda maior usina hidrelétrica do Brasil. Energia suficiente para abastecer toda a Região Sudeste por um mês. Quando a gente olha para os estados, o Amazonas bate recorde no ranking de energia furtada. Veja a proporção: de cada R$ 100 cobrados nas contas de luz, R$ 35 são perdidos pelos gatos. "Com a própria modernização de redes , já se combatem os desvios de energia nesses locais onde está sendo feita a modernização. E combatendo as perdas, nós poderíamos usar esse recurso para fazer investimento", diz Rodrigo Inocêncio, engenheiro de perdas. No total consolidado por estados, o Amapá fica em segundo lugar, com R$ 22 de perdas. Depois vêm Rio de Janeiro, Pará, Rondônia e Pernambuco. O furto de energia não traz problemas apenas para as distribuidoras, mas principalmente para os consumidores. As ligações clandestinas sobrecarregam o sistema, provocam incêndios e quedas de fornecimento nos períodos de maior consumo. Só no ano passado, os gatos causaram 620 mil apagões em todo o país, prejudicando pelo menos 2,1 milhões residências e pontos comerciais em todo país. Os gatos provocaram um prejuízo de R$ 10 bilhões de reais para as concessionárias em 2025. Uma perda que é dividida com o consumidor que paga sua conta regularmente. As distribuidoras estimam que o impacto na conta de luz é de quase 3%. "Acontece principalmente no que nós chamamos de áreas de restrição operativa em co...