Cafeteria comandada por 'chefe' de IA vive crise após série de erros inusitados
Sistema que administra o café também fez pedidos de produtos que nem fazem parte do cardápio, como tomates enlatados. AP Photo/James Brooks O café pode até ser servido por mãos humanas, mas, por trás do balcão, algo bem menos tradicional comanda as operações em um café experimental em Estocolmo. A startup Andon Labs, sediada em São Francisco, colocou uma agente de inteligência artificial, apelidada de "Mona", no comando do Andon Café, que leva o mesmo nome, na capital sueca. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Embora baristas humanos ainda preparem o café e atendam os clientes, a IA — alimentada pelo Gemini, do Google — supervisiona quase todos os outros aspectos do negócio, desde a contratação de funcionários até o controle de estoque. Ainda não está claro quanto tempo o experimento irá durar, mas a agente de IA parece enfrentar dificuldades para gerar lucro no competitivo mercado de cafés de Estocolmo. Desde a inauguração, em meados de abril, o estabelecimento faturou mais de US$ 5.700, mas restam menos de US$ 5.000 do orçamento inicial, que ultrapassava US$ 21.000. Grande parte dos recursos foi consumida nos custos de abertura, e a expectativa é de que, com o tempo, as finanças se estabilizem e o negócio passe a operar no azul. Muitos frequentadores consideraram a experiência curiosa e divertida. No local, os clientes podem usar um telefone disponível no café para fazer perguntas ao sistema responsável pelo atendimento. “É interessante ver o que acontece quando se ultrapassam os limites”, disse a cliente Kajsa Norin. “A bebida estava boa.” Especialistas, no entanto, demonstram preocupação com o papel da inteligência artificial no futuro. Eles apontam uma série de questões éticas, que vão desde o impacto da tecnologia na sociedade até seu uso em processos como entrevistas de emprego e avaliação de desempenho de funcionários. Emrah Karakaya, professor associado de economia industrial no Instituto Real de Tecnologia KTH, em Estocolmo, comparou...
Original source: G1 Brazil