Como queda da 4ª maior araucária do Brasil pode facilitar preservação das gigantes da espécie
Quarta maior araucária do Brasil cai em Santa Catarina "Na natureza nada se perde, tudo se transforma". A célebre frase de 1785 que compreende a Lei da Conservação das Massas, conceitua o sentido da vida de uma das espécies mais tradicionais do Sul: a araucária. A queda de um exemplar de 44 metros facilitou o trabalho de pesquisadores para coleta de material visando a clonagem deste gigante, que é o quarto maior da espécie documentado no Brasil. Apelidada de "Pinheirão", a árvore fica em uma área de mata dentro da Estação Experimental da Embrapa em Caçador, no Meio-Oeste de Santa Catarina. O último registro em pé da árvore foi em novembro de 2025 e pesquisadores estimam que a queda tenha ocorrido nas últimas semanas. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Com a árvore em pé, a coleta de material genético visando estimar a idade e as características que a fizeram tão grande, era prejudicada por alguns fatores: as brotações necessárias para o estudo ficavam na copa da árvore e; para isso era necessário uma escalar até o topo, o que era inviável na espécie, justamente pelo risco de queda já que o tronco da araucária era oco. “Esse material se encontra no alto, na copa da árvore e, em virtude de sua altura, o procedimento só seria possível por meio de escalada, o que era inviável nesta árvore, ou, infelizmente, com seu tombamento”, detalhou Paulo César, bolsista da equipe de pesquisa, composta pela Embrapa e a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Santa Catarina (Epagri). 'Pinheirão', quarta maior araucária do Brasil em pé e após queda Gustavo Fonseca - Kátia Picheli A araucária tem altura média de 25 a 30 metros e, por isso, a importância de estudar as espécies gigantes. O Sul do Brasil é berçário da espécie e Santa Catarina conta com outras gigantes, como outra de 42 metros, que pode ter entre 600 e 900 anos em São Joaquim, na Serra. Para garantir os estudos sobre a clonagem do "Pinheirão", de Caçador, a equipe avaliou após a queda a existência de brotações vi...
Original source: G1 Brazil