Plano odontológico ganha espaço no RH por custo e valor percebido
Durante muito tempo, o plano odontológico foi tratado como um benefício complementar. Hoje, ele começa a ocupar outro lugar na mesa de decisão de empresários, gestores e profissionais de RH: o de benefício estratégico. Em um mercado mais atento a retenção, bem-estar e eficiência de custo, oferecer cuidado em saúde deixou de ser apenas uma decisão assistencial e passou a ser também uma decisão de marca empregadora. E, dentro desse raciocínio, o odontológico chama atenção por unir valor percebido pelo colaborador, previsibilidade para a empresa e espaço para diferentes desenhos de contratação. Atendimento da unidade móvel para empresas contratantes. Uniodonto Goiânia/Divulgação Esse movimento não acontece por acaso. A agenda de benefícios continua entre as prioridades do RH. Na edição de 2024 da pesquisa anual da SHRM, 88% dos empregadores classificaram os benefícios ligados à saúde como “muito importantes” ou “extremamente importantes” para sua força de trabalho. Ao mesmo tempo, a jornada de compra B2B ficou mais digital: compradores pesquisam mais, comparam mais e chegam mais informados às conversas comerciais. Nesse contexto, benefícios fáceis de explicar, de implementar e de perceber no dia a dia tendem a ganhar espaço. No Brasil, o crescimento do setor ajuda a explicar essa mudança de percepção. Segundo a ANS, os planos exclusivamente odontológicos fecharam 2024 com 34,5 milhões de beneficiários, um recorde para o segmento, com expansão de mais de 2 milhões em 12 meses. Não se trata mais de uma cobertura periférica: é uma categoria madura, em expansão e cada vez mais presente na conversa sobre benefício corporativo. Outro ponto importante para o decisor é o custo relativo. Dados da ANS mostram que, entre janeiro e agosto de 2025, o reajuste médio dos contratos coletivos médico-hospitalares foi de 11,15%, enquanto nos planos exclusivamente odontológicos o reajuste médio ficou em 3,68%. Isso não significa que um benefício substitui o outro, mas ajuda a entend...
Original source: G1 Brazil