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Um ano após mutirão oftalmológico que deixou pacientes cegos em Campina Grande, vítimas aguardam explicações: 'Queremos justiça'

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Hospital de Clínicas de Campina Grande Artur Lira / TV Paraíba No dia 15 de maio, há exatamente um ano atrás, mais de 60 pacientes foram submetidos a procedimentos oftalmológicos em um mutirão oftalmológico realizado no Hospital de Clínicas em Campina Grande, Agreste da Paraíba. Depois daquele dia, quase metade dos pacientes sofreu complicações e alguns foram diagnosticados com cegueira irreversível, e aguardam até hoje por explicações. A contratação para o mutirão foi feita por meio do programa Opera Paraíba, do Governo do Estado. A licitação foi vencida pela Fundação Rubens Dutra Segundo, que repassou a execução para a oftalmologista Naiara Cavalcante Furtado, responsável pelos procedimentos no Hospital de Clínicas. De acordo com o Ministério Público da Paraíba (MPPB), foi a médica quem fez os procedimentos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Um ano depois, o inquérito policial que apura os fatos ainda não foi concluído. As consequências do mutirão são sentidas até hoje por pacientes que foram submetidos a aplicação de injeção utilizada para impedir o avanço de doenças oculares. O programador Márcio Ferreira acompanhou de perto a luta do pai, seu Marinildo Pereira, de 60 anos, um dos pacientes submetidos ao mutirão oftalmológico. Segundo Márcio, o pai contraiu uma bactéria que causou uma infecção gravíssima e, consequentemente, cegueira irreversível em um dos olhos. "Durante a aplicação ele contraiu uma bactéria e aí essa bactéria evoluiu para uma endoftalmite gravíssima (...) Depois, ele fez um tratamento em João Pessoa numa clínica, eles ficaram de tentar reverter a situação, reverter essa infecção, mas não foi possível que ele reparasse a visão. Mesmo debelando a bactéria que estava dentro do olho, não foi possível fazer com que ele voltasse a enxergar e aí, infelizmente, ele recebeu o lado de cegueira do olho onde houve a aplicação", explicou Márcio. Marinildo Pereira, um dos pacientes atendidos no mutirão oftalmológico em Campina Grand...