Petróleo atinge maior nível em dez dias após reunião entre Trump e Xi
Trump diz que firmou acordos com China, mas falta de detalhes desanima mercado financeiro Os preços do petróleo operavam em forte alta nesta sexta-feira (15), mesmo após o encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, em Pequim. O mercado segue preocupado com os riscos para o fornecimento global de energia diante das tensões no Oriente Médio e da situação no Estreito de Ormuz. 🔎 Por volta das 6h10 de Brasília, o barril do Brent avançava 2,96%, cotado a US$ 108,85, enquanto o WTI, referência nos Estados Unidos, subia 3,44%, para US$ 104,65. Minutos depois, às 6h45, o Brent acelerou ainda mais e atingiu US$ 109,64, uma alta de 3,71% em relação ao fechamento de quinta-feira (14), alcançando o maior patamar em dez dias. O pico mais recente havia sido registrado em 5 de abril, quando a commodity chegou a US$ 114,44. Apesar do tom conciliador adotado por Trump e Xi durante a reunião, investidores continuam atentos aos impactos da crise envolvendo Irã e Estados Unidos. Em comunicado divulgado no encerramento da visita da comitiva americana à China, Pequim pediu uma trégua duradoura no Oriente Médio e a reabertura imediata das rotas marítimas na região. O governo chinês alertou que o conflito pressiona o crescimento econômico global, as cadeias de suprimentos e o abastecimento de energia. O Estreito de Ormuz, citado nas conversas entre os líderes, é uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. Trump afirmou que ele e Xi concordam sobre a necessidade de manter o estreito aberto. Ainda assim, o encontro não foi suficiente para aliviar totalmente as preocupações do mercado com possíveis interrupções no fluxo global de petróleo. Paralelamente, temas sensíveis entre China e EUA continuam sem solução, com poucos acordos concretos. Irã deveria aceitar um acordo, adverte Trump Os últimos dias foram marcados por novas tensões e negociações envolvendo Estados Unidos, Irã, Israel e Líbano no Oriente Médio. O presidente do...
Original source: G1 Brazil