Índia manda população trabalhar de casa e reduzir consumo de combustível devido à alta do petróleo
Varanasi, Índia NIHARIKA KULKARNI/AFP A Índia depende fortemente de importações de energia. O país compra cerca de 90% do petróleo que consome e figura entre os maiores importadores globais de ouro — dois fatores que ampliam sua vulnerabilidade em momentos de instabilidade externa. A crise atual, desencadeada pela guerra envolvendo o Irã e pelo bloqueio do estreito de Ormuz, pressionou os custos energéticos e agravou o desequilíbrio nas contas externas. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O impacto já se traduz em medidas concretas. Empresas estatais aumentaram nesta sexta-feira (15) os preços da gasolina e do diesel pela primeira vez desde o início da crise, elevando o custo do litro em cidades como Nova Déli. O reajuste ocorre após aumentos anteriores no preço do gás de cozinha, combustível essencial para milhões de famílias. O encarecimento atinge diretamente o cotidiano da população e alimenta preocupações com inflação. O estreito de Ormuz, parcialmente paralisado desde o início do conflito, é responsável por uma parcela significativa do petróleo consumido pela Índia. Historicamente, cerca de metade das importações do país passa por essa rota, o que torna o bloqueio um fator crítico. Sem alternativas imediatas em escala suficiente, o governo busca reduzir a demanda interna como forma de aliviar a pressão sobre as reservas em moeda estrangeira. Nesse contexto, o ouro ocupa papel central. Em 2025, a Índia gastou mais de US$ 72 bilhões na importação do metal, valor que representa uma saída relevante de dólares em um momento em que a rúpia perde valor. Para conter esse fluxo, o governo elevou a taxa de importação do ouro de 6% para 15%, na tentativa de desestimular a compra. Incompreensão da população Apesar das medidas, a resposta da população é ambígua. Em cidades como Calcutá, muitos moradores dizem não entender completamente o alcance das orientações. Jovens e trabalhadores afirmam que já adotam um padrão de consumo restrito e não veem c...
Original source: G1 Brazil