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STF manda prender Ricardo Magro e incluir nome do empresário na lista vermelha da Interpol

BR · · G1 Brazil

Ricardo Magro, dono do grupo Refit, é alvo da PF O Supremo Tribunal Federal (STF) decretou a prisão preventiva do empresário Ricardo Andrade Magro, controlador do Grupo Refit, e pediu a inclusão do nome dele na Difusão Vermelha da Interpol — mecanismo internacional para captura de foragidos. Magro voltou a ser alvo da Polícia Federal nesta sexta-feira (15), na Operação Sem Refino, que também cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do ex-governador do RJ, Cláudio Castro, e na sede da refinaria, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Até a última atualização desta reportagem, Magro não tinha sido encontrado. O pedido da Polícia Federal ao STF, ao qual o g1 teve acesso, faz parte de uma investigação que apura fraudes bilionárias, corrupção, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal no setor de combustíveis. Fraude bilionária, diz PF Segundo o documento, Ricardo Magro é apontado como líder de uma organização criminosa que teria montado um esquema sofisticado para sonegar impostos, lavar dinheiro e ocultar patrimônio no Brasil e no exterior. A investigação detalha o uso de empresas de fachada, fundos de investimento, holdings e offshores em paraísos fiscais, além da cooptação de agentes públicos para garantir benefícios fiscais e decisões judiciais favoráveis. O grupo teria causado um prejuízo de mais de R$ 52 bilhões aos cofres públicos, principalmente em ICMS não recolhido no Rio de Janeiro e em São Paulo. O documento cita ainda a atuação do grupo junto a órgãos como a Secretaria de Fazenda do RJ, ANP, Receita Federal, Procuradoria do Estado e até membros do Judiciário, para obter vantagens e barrar concorrentes. Quem é Ricardo Magro, empresário à frente da Refit e alvo de operação da Polícia Federal Esquema internacional Ricardo Magro Fantástico/ TV Globo A PF aponta que parte dos lucros era enviada para o exterior, especialmente para empresas e fundos em Delaware (EUA), Bahamas, Malta e outros paraísos fiscais. O dinheiro retornava ao Brasil disfarçado ...