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CFM muda regras e autoriza uso médico de fenol; Anvisa mantém proibição para estética

BR · · G1 Brazil

Henrique Chagas morreu após o procedimento com peeling de fenol Reprodução O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou nesta sexta-feira (15) uma resolução que passa a autorizar e regulamentar o uso médico do fenol em procedimentos terapêuticos, cirúrgicos e estéticos no Brasil. A nova norma estabelece limites para aplicação da substância, exige estrutura médica específica, cria regras de monitoramento cardíaco para casos de maior risco e proíbe que o procedimento seja realizado por não médicos. O tema ganhou repercussão nacional após a morte do empresário Henrique Chagas, em 2024, depois de um peeling de fenol realizado em uma clínica estética em São Paulo. Até então, não havia uma regulamentação nacional detalhada do CFM sobre o uso da substância. Vídeos em alta no g1 O que é o fenol e por que ele preocupa O fenol é uma substância química usada em alguns procedimentos médicos por sua capacidade de destruir tecidos de forma controlada. Na dermatologia estética, ficou conhecido principalmente pelo chamado peeling de fenol, um procedimento profundo usado para rejuvenescimento facial, proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O problema é que o fenol pode ser absorvido pelo organismo. Em aplicações maiores, essa absorção aumenta e pode causar efeitos sistêmicos graves, especialmente sobre o coração. A própria resolução reconhece que procedimentos com aplicação superior a 1,5% da superfície corporal apresentam “elevado risco de cardiotoxicidade”. Limite máximo e segundo médico A nova regra estabelece que em procedimentos tópicos, o fenol só poderá ser aplicado em até 5% da área de superfície corporal, independentemente da concentração usada. Já em aplicações injetáveis, o limite máximo será de 30 mg por quilo de peso corporal, sem ultrapassar 1 grama. O texto também cria diferentes níveis de exigência conforme a extensão da área tratada. Em aplicações entre 0,5% e 1,5% da superfície corporal, passam a ser obrigatórios: monitoramento cardíaco...