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Inflação na Argentina desacelera para 2,6% em abril e acumula 32,4% em 12 meses

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Entenda por que, na Argentina, jornal e DVD contam mais que streaming na inflação A inflação na Argentina foi de 2,6% em abril, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), divulgado nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec). O resultado representa uma forte desaceleração em relação aos 3,4% registrados em março. No acumulado em 12 meses até abril, o indicador ficou em 32,4%, abaixo dos 32,6% registrados no mês anterior. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os setores com maiores altas em abril foram transporte (4,4%) e educação (4,2%). Na sequência, aparecem comunicação (4,1%), habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis (3,5%), vestuário e calçados (3,2%) e equipamentos e manutenção do lar (2,9%). Os dados da série histórica do Indec mostram que o índice oficial de preços da Argentina apresentou forte melhora no ritmo mensal ao longo de 2024, primeiro ano da gestão Milei. Em 2025, no entanto, a taxa mensal permaneceu entre 2% e 3%, com poucas leituras abaixo de 2%. O cenário se tornou menos favorável a partir de maio, quando os números passaram a indicar uma aceleração gradual da inflação, evidenciando os desafios do governo de Javier Milei para reduzir o índice de forma consistente. A Argentina passou por um forte ajuste econômico sob o comando de Milei. No segundo semestre de 2025, uma crise política afetou as expectativas, e o líder argentino buscou o apoio de Donald Trump, nos Estados Unidos, para conter a instabilidade nos mercados e no câmbio. (leia mais abaixo) Ajuste econômico e impacto nos preços A Argentina, que já vinha enfrentando uma forte recessão, passa por uma ampla reforma econômica. Após tomar posse, em dezembro de 2023, Milei decidiu paralisar obras federais e interromper o repasse de dinheiro para os estados. Foram retirados subsídios às tarifas de água, gás, luz, transporte público e serviços essenciais. Com isso, houve um aumento expressivo nos preços ao consumidor. O ...