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Relatos expõem violência contra população LGBTQIAPN+ na região de Campinas: 'Respeito tem que ser um direito'

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Denúncias de violência contra LGBTQIA+ sobem 70% no estado de SP em 2026 “Ele já desceu me arrastando pelo cabelo e começou a proferir palavras de agressão”, contou o cabeleireiro Tony Lima sobre a agressão sofrida na rua após um problema com o carro em Vinhedo (SP). Ele relatou que, ao parar o veículo, foi abordado por um homem que se identificou como policial. Segundo Tony, outras pessoas que estavam no local intervieram: “Quando a população começou a me defender, ele abaixou o tom e fugiu”. Mesmo abalado, ele decidiu denunciar o caso. Para o cabeleireiro, tornar a agressão pública é uma forma de cobrar mudanças. “O respeito não tem que ser um privilégio, tem que ser um direito para todos”, disse. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp Relatos expõem violência contra população LGBTQIAPN+ na região de Campinas: 'Respeito tem que ser um direito' Reprodução/EPTV Uma situação diferente foi vivida pelo estudante João Ribeiro Oliveira, também marcada por discriminação. Ele morava em um pensionato em Campinas (SP) quando a responsável pelo local fez uma ligação para reclamar de objetos pessoais, como maquiagem, que pertenciam ao rapaz. “Numa das gavetas tem umas fantasias, umas coisas dele, maquiagem, tem umas coisas, mas isso não me diz respeito. A reclamação é do banheiro. Os meninos reclamam que ele não deixa entrar no banheiro. Ele usa o banheiro o tempo todo e eu estou perdendo dinheiro”, diz um trecho da ligação recebida pela família do estudante. Para João, o episódio foi mais do que um comentário inconveniente — representou uma forma de violência. “Não é novidade que a população LGBT muitas vezes é expulsa de casa. Ver isso acontecendo comigo, mesmo fora da casa dos meus pais, é o mais chocante. É mais do que a fala em si. A situação me revoltou como um todo", afirmou. Depois do episódio, João deixou o local, registrou boletim de ocorrência e procurou o Ministério Público. “Até então, não sei como está a situação”, disse. Violência nem ...