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Cão Orelha: MP de Santa Catarina conclui que não há provas de que animal tenha sido agredido e pede arquivamento das investigações

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Caso Orelha: MP pede arquivamento e aponta falhas na investigação O Ministério Público de Santa Catarina pediu à Justiça o arquivamento das investigações sobre a morte do cão Orelha. O MP concluiu que não há provas de que o animal tenha sido agredido. Orelha era um cão comunitário. Vivia há pelo menos dez anos na Praia Brava e era cuidado por muitos moradores. No começo de janeiro de 2026, apareceu ferido. Foi resgatado, mas morreu em uma clínica veterinária. Uma semana depois, mensagens e postagens na internet levantaram suspeitas contra quatro adolescentes. O caso ganhou repercussão e as ruas. A polícia passou a investigar os quatro como suspeitos. No relatório de atendimento feito 11 dias depois, a pedido da polícia, o veterinário descreveu uma lesão grave na cabeça, principalmente na face esquerda. Mas uma foto feita logo após a morte mostra o animal sem ferimentos aparentes. Para a promotoria, as contradições podem ser explicadas pelo fato de os depoimentos terem sido tomados "já sob o calor da repercussão do caso, influenciando a percepção deles sobre a realidade do atendimento realizado mais de 20 dias antes”. Cão Orelha: MP de Santa Catarina conclui que não há provas de que animal tenha sido agredido e pede arquivamento das investigações Jornal Nacional/ Reprodução O Ministério Público requisitou a exumação e o exame do corpo do cachorro. De acordo com os peritos: “Todos os ossos do animal foram minuciosamente examinados visualmente, não tendo sido constatada qualquer fratura ou lesão que pudesse ter sido causada por ação humana”. Mas identificaram uma infecção óssea crônica, a osteomielite, na região da face esquerda. A doença também aparece em imagens antigas, como um ferimento recorrente. No parecer enviado à Justiça, o Ministério Público diz que a doença é a hipótese mais provável para a morte do animal. A investigação policial terminou com apenas um adolescente de 15 anos apontado como suspeito. A internação foi negada pela Justiça. Segundo a polícia...