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Portugal faz greve geral contra mudanças na lei trabalhista; veja os impactos

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Companhias aéreas cancelam voos para Portugal após anúncio de greve geral Trabalhadores de Portugal entraram em uma greve geral nesta quarta-feira (3) para protestar contra uma reforma trabalhista que está em tramitação no Parlamento. Convocada pelas principais centrais sindicais do país, a paralisação afeta transporte, educação, saúde e serviços públicos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Enquanto o governo de Portugal defende a reforma para modernizar o mercado de trabalho e aumentar a competitividade da economia portuguesa, sindicatos e partidos de oposição afirmam que as medidas representam retrocesso em direitos trabalhistas. O governo de Portugal argumenta que as mudanças propostas são necessárias para acelerar o crescimento econômico do país e aumentar investimentos estrangeiros. O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, afirma que o país tem uma das legislações trabalhistas mais rígidas entre os integrantes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Montenegro espera aprovar a reforma nas próximas semanas. Entre as principais medidas estão a ampliação das possibilidades de terceirização, a criação de acordos de banco de horas para atender períodos de maior demanda e mudanças nas regras de contratação. A proposta também altera regras sobre demissões e contratos de trabalho. Na prática, algumas formas de contratação temporária passariam a ter menos restrições, facilitando a contratação de funcionários por períodos determinados. As empresas também teriam mais liberdade para negociar horários, jornadas e escalas de trabalho com seus empregados. Além disso, o projeto muda critérios para o pagamento de indenizações em casos de demissão considerada irregular. Os sindicatos argumentam que a reforma facilita demissões sem justa causa, amplia a precarização do trabalho e enfraquece direitos trabalhistas e sindicais. Impactos Trabalhadores durante protestos em Lisboa no dia 17 de abril de 2026 REUTERS/Pedr...