Caso Gritzbach: MP-SP pede condenação de 7 policiais por elo com PCC, lavagem de dinheiro, extorsão e cobrança de propina
Caso Gritzbach escancarou o envolvimento de policiais com facções Arte/g1 O Ministério Público de São Paulo pediu a condenação de sete policiais civis e outros quatro investigados no âmbito da Operação Tacitus, que investigou um esquema de lavagem de dinheiro, extorsão e cobrança de propina milionária do empresário Antônio Vinícius Gritzbach. Gritzbach ficou conhecido como “delator do PCC” e havia denunciado o suposto envolvimento de agentes com a facção criminosa. Ele foi assassinado no fim de 2024 no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos (SP). No memorial final enviado pelo núcleo da capital paulista do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP-SP, os promotores afirmam que os acusados participavam de um sistema estruturado de gestão financeira do PCC, com ocultação de patrimônio, uso de empresas de fachada e intermediação por operadores financeiros. A Promotoria entendeu que há prova suficiente de autoria e materialidade para os crimes de lavagem de dinheiro, corrupção passiva, peculato, usura (agiotagem) e tráfico de drogas por integrarem e promoverem a atividade criminosa do PCC, baseada em quebras de sigilo fiscal, bancário e telemático, relatórios do COAF e Receita Federal, colaborações premiadas, depoimentos testemunhais, registros audiovisuais e interrogatórios. Dinâmica criminosa comprovada O MP destaca duas estruturas principais: Economia do crime do PCC: lavagem de dinheiro como etapa essencial e uso de imóveis, empresas e contas para ocultação patrimonial Corrupção de agentes públicos: policiais atuando para proteger a facção, facilitar crimes e obter vantagens indevidas O MP pediu à Justiça a condenação para todos os réus, parcial ou por todos os crimes investigados. A exceção é para Alberto Pereira Matheus Junior, delegado da Polícia Civil de São Paulo que ocupou postos de destaque no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e no Departamento Estadual de Investigações sobre Entorpecentes (De...
Original source: G1 Brazil