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Suspeita de vicaricídio: crime investigado pela 1ª vez no RS tem pena até 10 anos maior do que a de homicídio; entenda

BR · · G1 Brazil

Primeiro indiciado por por vicaricídio no RS é preso por suspeita de matar enteada O primeiro caso de vicaricídio no Rio Grande do Sul foi registrado em 10 de maio, em Garruchos, na Região Noroeste. O crime, incluído recentemente no Código Penal, acontece quando alguém mata uma pessoa para atingir e se vingar de uma mulher, num contexto de violência doméstica. Jackson Machado Borges, de 35 anos, foi o primeiro indiciado por vicaricídio no Estado. Ele foi preso por matar a enteada Carla Giovana Siqueira Duarte, de 15, com o objetivo de atingir a ex-companheira, Greice. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Segundo o advogado e mestre em Ciências Criminais, Cézar Lima, uma das grandes mudanças com a nova tipificação é o aumento do tempo de prisão. “Se um homem matasse o filho de alguém antes do vicaricídio, ele responderia por homicídio qualificado, cuja pena era de 12 a 30 anos. Agora, se a vontade dele é matar para atingir uma mulher, ele vai responder por vicaricídio, que passa a ter uma pena de 20 a 40 anos”, explica. A prática também passou a ser classificada como crime hediondo, o que dificulta a progressão de regime. Além disso, a mulher ganha o direito de solicitar medidas protetivas para si e para a vítima direta da agressão. O que é vicaricídio? RS registrou primeiro indiciamento pelo crime Casos antigos não são enquadrados A nova lei não retroage para punir crimes cometidos antes da vigência. Em março do ano passado, em São Gabriel, Tiago Ricardo Felber, de 40 anos, atirou o próprio filho de uma ponte de 15 metros de altura. O menino Théo Ricardo Ferreira Felber, de cinco anos, foi morto por vingança contra a ex-mulher do agressor. A criança sofreu traumatismo craniano e morreu no hospital. O laudo apontou que o menino apresentava sinais de esganadura e estava vivo ao ser arremessado. Tiago segue preso em Lavras do Sul e é réu por homicídio qualificado. O delegado da Polícia Civil de São Gabriel Daniel Severo esclarece que alterações legislativas não r...