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PIX será protegido, resguardado e não está em debate, diz ministro da Fazenda

BR · · G1 Brazil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (2) que o PIX, instrumento de transferência em tempo real do Banco Central, será protegido e resguardado. "Não está em debate", acrescentou ele. Isso quer dizer que o governo brasileiro não se dispõe a negociar os termos do PIX — contestado pelos Estados Unidos, que acusam o BC de favorecer o sistema de pagamentos em detrimento de empresas americanas que atuam no setor. De acordo com o governo americano, o BC atua simultaneamente como regulador e operador do sistema, o que favoreceria o PIX e limitaria a atuação de concorrentes. As críticas fazem parte da justificativa para a proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após uma investigação comercial do Escritório de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) contra práticas abusivas. Segundo o órgão, o governo brasileiro adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos. Quando a investigação foi aberta, em julho de 2025, o PIX não era citado diretamente. O documento fazia referência a "serviços de comércio digital e pagamento eletrônico", incluindo aqueles oferecidos pelo Estado brasileiro. Na prática, o PIX é o único sistema público com essa finalidade. Defesa do PIX Outras autoridades também saíram em defesa do PIX, como oministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Marcio Elias Rosa, e pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, que saíram em defesa do sistema de pagamentos brasileiro. "O governo com muita transparência e não vai permitir jamais qualquer tema caro à soberania nacional como é o PIX, por exemplo, fique na mesa de negociação e não está na negociação, não há hipótese para isso. E nós vamos sempre possível demonstrar não atendo pro governo norte-americano orçamento do povo brasileiro qual a linha de esclarecimento e defesa do Brasil", disse Marcio Elias Rosa. Já Alckmin declarou que o Brasil recebe com indignação as críticas dos Estados Unidos, e que é injusta a proposta no se re...