Lenine expande a teia de afetos do álbum 'Eita' em show autoral feito na pressão da identidade sonora do artista
Lenine transita entre a delicadeza do afeto e a firmeza da ideologia na cena enérgica no show 'Eita' Raíssa Corrêa / Divulgação Produção Lenine ♫ CRÍTICA DE SHOW Título: Eita Artista: Lenine Data e local: 30 de maio de 2026 no Tokyo Marine Hall (São Paulo, SP) Cotação: ★ ★ ★ ★ 1/2 ♬ SÃO PAULO – Se Lenine entrelaçou os fios do afeto na teia do álbum e do filme “Eita” (2025), o artista expande essa teia amorosa no show homônimo que chegou à cidade de São Paulo (SP) no sábado, 30 de maio, após ter estreado em Fortaleza (CE). Sensibilizado pela receptividade calorosa do público, carinho especialmente significativo pelo fato de a turnê do show “Eita” marcar a volta do artista à cena e à vida após período cinzento em que o cantor cogitou nunca mais pisar em palco, Lenine parecia à flor da pele e externou a emoção em falas dirigidas à plateia. Mas segurou a emoção para que o show fosse regido pela música. Aberto com o canto em off de “Aos domingos” (2025), ouvido enquanto os músicos Bruno Giorgi (baixo), Gabriel Ventura (guitarra), Henrique Albino (sopros), Negadeza (percussão) e Pantico Rocha (bateria) se posicionavam no palco, o roteiro seguiu inteiramente autoral, enfatizando a marca e a identidade sonoras de um artista em que o modo como uma música é arranjada e tocada parece ser tão ou mais importante do que a música em si. Já na primeira música com Lenine no palco, a canção “Confia em mim” (Lenine e Dudu Falcão, 2025), o violão de cadência percussiva se insinuou imponente. “Eu sou meu guia”, reforçou Lenine no título da música seguinte, parceria do artista com Bráulio Tavares apresentada no álbum “Na pressão” (1999). Com toque psicodélico, o arranjo de “Eu sou meu guia” mostrou que o diretor musical do show “Eita”, o baixista da banda Bruno Giorgi, orquestrou um som... na pressão, turbinando músicas como “O último pôr do sol” (Lenine e Lula Queiroga, 1993), cuja onda quebrou na praia de “Miragem do porto” (Lenine e Bráulio Tavares, 1992), a música seguinte, a...
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