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Miriam Leitão: Tarifa de 25% é 'mais perigosa' que tarifaço dos EUA em 2025

BR · · G1 Brazil

Míriam Leitão analisa motivação de novo tarifaço aplicado pelos EUA sobre o Brasil A jornalista Miriam Leitão afirmou nesta terça-feira (2), durante o Bom Dia Brasil, que a tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros é "mais perigosa" do que o tarifaço imposto pelo presidente americano Donald Trump no ano passado. Segundo ela, a medida atual está baseada na chamada Seção 301 da legislação comercial americana, em vigor desde 1974, e seguiu os procedimentos previstos pela lei dos Estados Unidos. "Essa é uma investigação que existe dentro da legislação americana há muito tempo. É diferente daquelas tarifas anunciadas no ano passado, de forma improvisada. Essa é mais perigosa porque todos os ritos foram seguidos", disse. Miriam explicou que, por ter sido conduzida dentro dos mecanismos legais previstos pela legislação americana, a decisão tende a ser mais difícil de ser revertida na Justiça. Durante o processo, o governo brasileiro organizou uma equipe de negociadores e participou de reuniões com autoridades americanas para contestar as acusações que fundamentaram a investigação. Empresários brasileiros também viajaram aos Estados Unidos acompanhados de advogados para apresentar argumentos contrários às alegações do governo americano. A comentarista afirmou que parte das acusações feitas pelos Estados Unidos não se sustenta. Entre elas, citou críticas relacionadas ao combate à pirataria, ao desmatamento e ao sistema de pagamentos instantâneos Pix. Sobre o desmatamento, Miriam destacou que os índices vêm caindo nos últimos anos e afirmou que o governo brasileiro deverá anunciar em 2026 a menor taxa registrada desde o início da série histórica, em 1988. Ela também rebateu as críticas ao Pix, apontando que o sistema representa uma inovação financeira e que sua concorrência com cartões de crédito não configura uma prática comercial desleal. Apesar da decisão americana, Miriam ressaltou que ainda há espaço para negociações até 15 de julho, pra...