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Por que a maior parada LGBT+ do mundo está com problemas de investimento?

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Parada LGBT+ na avenida Paulista, em SP Reprodução A Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, que ostenta o título de maior do mundo pelo Guinness Book, sofreu uma redução de 60% em seu orçamento privado para a edição de 2026, que acontece no próximo domingo (7), na Avenida Paulista. O esvaziamento financeiro ocorre justamente na edição comemorativa de 30 anos do evento: o total de marcas patrocinadoras caiu de 11, em 2025, para 9 este ano. A retração comercial contrasta com o impacto econômico do evento. No ano passado, o circuito reuniu 50 mil pessoas, segundo o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), e injetou R$ 548,5 milhões na economia da capital paulista, de acordo com dados da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Agora no g1 O que pode explicar a debandada das marcas De acordo com a organização da Parada e analistas de mercado, a redução dos investimentos privados já estava desenhada devido à falta de contratos de longo prazo e a uma visão estritamente comercial das empresas, que enxergam o público LGBT+ apenas como consumidores sazonais. Nos bastidores, as justificativas apresentadas pelas marcas para negar o patrocínio em 2026 dividem-se em cinco pilares principais: 1. O avanço da agenda 'anti-woke' global O fortalecimento de um movimento conservador global, intensificado internacionalmente após a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, atua como um espelho para o mercado brasileiro. O termo norte-americano "woke" — originalmente associado à conscientização sobre injustiças sociais — passou a ser utilizado por correntes de direita como crítica pejorativa ao progressismo. Nos EUA, marcas como Target, Bud Light e Ford sofreram boicotes massivos de consumidores após campanhas de apoio à comunidade LGBT+. Com receio de retaliações e linchamentos virtuais semelhantes no Brasil, diretorias de multinacionais recuaram nos investimentos públicos em diversidade. A Disney é uma das principais empresas acusadas de...