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Cão Orelha: MP aponta impacto de fake news e manda investigar atuação policial e viés político

BR · · G1 Brazil

Pedido de arquivamento do caso Orelha O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apontou que a disseminação de versões não verificadas, vazamentos de informações sigilosas e a condução da investigação pela Polícia Civil contribuíram para uma “fixação precoce e equivocada de autoria” no caso da morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis. O órgão pediu o arquivamento do inquérito por falta de provas de autoria humana nas agressões. A informação divulgada pelo MPSC na terça-feira (12) foi antecipada com exclusividade pelo colunista da NSC Anderson Silva. No mesmo dia, o órgão anunciou que a investigação conduzida pela Polícia Civil sobre a morte do cão comunitário foi baseada em relatos de “ouvi dizer” e concluiu que os adolescentes investigados não estiveram junto com o animal na região da Praia Brava. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp As contradições que levaram ao pedido de arquivamento do caso MP investiga quem lucrou com postagens falsas na web sobre a morte do cão Além do pedido de arquivamento, o órgão também solicitou o envio do caso à Corregedoria da Polícia Civil para investigar a conduta de agentes durante a apuração e de possível uso político do caso. Os apontamentos fazem parte de um parecer de 170 páginas enviado à Justiça, no qual o MP detalha cada etapa da investigação e sustenta que não há provas diretas de que o adolescente investigado tenha agredido o animal. Cão Orelha morava na Praia Brava Reprodução/Redes sociais Conduta de agentes No parecer, o órgão afirma ainda que a condução da investigação “tolheu possíveis outros desfechos que não envolvessem os jovens” e que a falta de exploração de outras hipóteses resultou na perda de provas que poderiam esclarecer o caso. Um dos exemplos citados é sobre o desentendimento entre o porteiro de um condomínio na Praia Brava e familiares de um dos adolescentes. O MP afirmou que a discussão ocorreu antes da mensagem enviada no grupo sobre as supostas agressões e não teve relação com a m...