Auditoria da Cedae: Master era inelegível para investimentos e só recebeu após mudança nas regras
Octavio Guedes: diretor da Cedae ignorou alertas sobre o Master Uma auditoria interna da Cedae concluiu que o Banco Master não atendia aos critérios exigidos pela política de investimentos da companhia quando começaram as negociações para um aporte de R$ 200 milhões. Segundo o documento obtido pela Globonews, as regras internas foram alteradas meses depois, passando a permitir a aplicação na instituição financeira. O relatório sustenta que, quando a Cedae recebeu a documentação do banco, em julho de 2023, o Master possuía classificação de risco inferior à exigida pela política vigente e contava com avaliação de apenas uma agência de rating. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Segundo os auditores, a política de investimentos foi posteriormente modificada e passou a admitir exatamente o perfil apresentado pela instituição. Cedae Reprodução/TV Globo As conclusões fazem parte de uma apuração aberta pela atual gestão da companhia após a perda de recursos investidos no banco. O documento foi encaminhado pelo presidente da Cedae, Rafael Rolim, à diretoria da estatal com recomendação de envio aos órgãos de controle, como TCE e MPRJ. No sábado (30), o blog do jornalista Octávio Guedes revelou que a auditoria concluiu que a diretoria financeira ignorou alertas internos sobre a deterioração da situação do Banco Master e que a estatal acumulou prejuízo superior a R$ 222 milhões. Os documentos obtidos pela Globonews mostram que a investigação também se debruçou sobre a origem da operação e sobre as mudanças promovidas na política de investimentos antes da aplicação dos recursos. Regras alteradas A auditoria reconstruiu toda a cronologia que antecedeu o investimento e concluiu que o Banco Master era considerado inelegível pelas normas vigentes da própria companhia. Em março de 2023, a Cedae aprovou a segunda versão de sua Política de Aplicações Financeiras. Entre as exigências estavam classificação mínima de risco equivalente a "A-" e avaliaçõ...
Original source: G1 Brazil