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Entre fornos e quitandas, polvilho sustenta histórias, renda e identidade em cidade do Sul de Minas

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O cheiro do polvilho espalhado pela casa, os fornos acesos desde cedo e as quitandas feitas à mão fazem parte da rotina de Conceição dos Ouros, no Sul de Minas Gerais. Conhecida como a “Capital Nacional do Polvilho”, a cidade de cerca de 12 mil habitantes construiu a própria identidade em torno da produção artesanal, tradição que atravessa gerações, sustenta famílias e hoje também impulsiona o turismo e pequenos negócios. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Segundo dados do IBGE, o município produz cerca de 15 mil toneladas de mandioca por ano, em uma área plantada superior a 405 hectares. Já o Sebrae Minas aponta que mais de 30 fábricas artesanais de polvilho funcionam na cidade, mantendo viva uma cadeia produtiva que vai do campo às quitandas e aos pratos criativos servidos a turistas. Essa história começa dentro das casas. Em muitas delas, o polvilho sempre esteve presente nas mesas e nas memórias familiares, como na vida de Maria Rita Ribeiro de Souza, a Tia Rita, referência local na produção de sequilhos feitos com fécula, ovos caipiras, manteiga e leite gordo. Entre fornos e quitandas, polvilho sustenta histórias, renda e identidade em cidade do Sul de Minas Acervo Pessoal “Lembro da minha mãe fazendo biscoito assado, biscoito frito, pastel e pão de queijo. Éramos 17 irmãos e todos gostávamos de nos reunir no café da manhã e da tarde para comer e ajudar minha mãe a fazer as quitandas”, contou. A produção começou como complemento de renda, mas ganhou reconhecimento pelo sabor e pela fidelidade às receitas tradicionais. Para Tia Rita, ver o interesse de visitantes e das novas gerações representa continuidade. “Me sinto realizada. É como se estivéssemos resgatando o tempo que passou. Representa tudo para mim, desde que me conheço por gente só víamos polvilho nas redondezas. Me sinto próxima da minha mãe, dos meus irmãos e emocionada em poder passar adiante os sabores e receitas da minha infância”, afirmou. Tradição que também nasce no campo ...