Brasileiro que esteve na guerra da Ucrânia por seis meses diz que não teve apoio da família: 'O objetivo era voltar vivo'
Mineiro de Nova Serrana relata rotina, medo e sobrevivência no conflito da Ucrânia O morador de Nova Serrana, no Centro-Oeste de Minas Gerais, Albert Luís, de 32 anos, deixou a cidade em novembro de 2025 para lutar na guerra da Ucrânia. Mesmo sem o apoio dos pais, ele viajou para a Europa e passou seis meses atuando no conflito. Ao retornar ao Brasil, em maio deste ano, Albert trouxe marcas físicas e emocionais da guerra, além de uma nova perspectiva sobre a vida. “O objetivo era voltar vivo para minha família”, disse o mineiro. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp Albert Luís em atuação na Ucrânia Arquivo pessoal Albert contou que participou de operações em regiões atingidas por ataques e chegou a ficar ferido durante o conflito. Segundo ele, o ferimento ocorreu enquanto tentava salvar dois colombianos que também atuavam na guerra. Ainda de acordo com Albert, as áreas onde esteve foram alvo de bombardeios em diversas ocasiões. “Ali eu testei meus limites muito além do que eu imaginava”, contou. Segundo Albert, a família nunca apoiou sua decisão de participar da guerra. Ainda assim, ele afirma que atuar na área militar sempre foi um sonho. O brasileiro contou que decidiu embarcar para o conflito ao lado de um grupo de amigos que também optou por ir à Ucrânia. “Minha família nunca apoiou. É muito difícil, justamente pelo medo que todos tinham de eu não voltar vivo, e eu compreendo”, disse. Mesmo diante das situações extremas vividas durante a guerra, Albert afirmou que o medo nunca o impediu de seguir em frente. “Tive várias situações de risco. Vivi momentos em que era a minha vida ou a vida do oponente". Mineiro já esteve em outra guerra A guerra na Ucrânia não foi a primeira experiência de Albert em uma área de conflito. Segundo ele, sua estreia em operações militares ocorreu em Israel, em 2025. “Essa já é a segunda guerra que participo e sem dúvidas foi a mais violenta”, afirmou. Apesar da violência e do desgaste psicológico...
Original source: G1 Brazil