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Após 74 dias preso, jovem absolvido afirma que tentava recuperar corrente de ouro roubada

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Wesley (à esq.) foi acusado de um roubo de corrente em Praia Grande que deixou vítima (à dir.) ferida. Reprodução Wesley de Andrade Ribeiro, de 18 anos, foi solto após passar 74 dias preso acusado de roubo em Praia Grande, no litoral de São Paulo. A Justiça absolveu o jovem das acusações de roubo e corrupção de menores ao concluir que não havia provas suficientes para condená-lo. A decisão foi proferida pela 1ª Vara Criminal de Praia Grande em 22 de maio. Na sentença, o juiz Rhuan Dergley da Silva também apontou falhas no reconhecimento dos suspeitos e destacou a fragilidade das provas apresentadas durante o processo. Ainda cabe recurso, mas o g1 não obteve informações com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) sobre eventual intenção de recorrer. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. À equipe de reportagem, Wesley disse que não esperava ser absolvido e afirmou acreditar que a cor da sua pele influenciou contra ele durante o caso. “Tenho certeza de que, se eu tivesse nascido com uma cor mais clara, eu nunca passaria por essa situação”, declarou. Quando foi preso, ele disse que apenas corria atrás dos criminosos para ajudar a recuperar uma corrente de ouro que havia sido roubada (confira como foi o crime abaixo). Agora no g1 Sobre a sentença Segundo o magistrado, o reconhecimento dos suspeitos ocorreu logo após a abordagem da Guarda Civil Municipal (GCM), sem o rigor necessário das cautelas legais. A vítima também não conseguiu apontar quem puxou a corrente no momento do crime. Outro ponto destacado na decisão foi que os guardas municipais não presenciaram o roubo. Os agentes abordaram os suspeitos apenas após vê-los correndo pela orla da praia, momentos depois da ação. O juiz apontou que nenhum objeto foi encontrado com Wesley e o outro acusado durante a abordagem. A corrente acabou localizada posteriormente na calçada, após a perseguição feita pela vítima. Diante disso, aplicou o princípio do “in dubio pro reo”, utilizado quando nã...