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'Casa de lata': brasileira relata como é rotina intensa e desafios de viver e trabalhar em cruzeiros pelo mundo

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Brasileira relata como é rotina e desafios de trabalhar em cruzeiros Trabalhar viajando pelo mundo, acordar em países diferentes e conhecer culturas diversas pode soar como um sonho. No entanto, por trás das paisagens paradisíacas e das fotos nas redes sociais, existe uma rotina intensa e, muitas vezes, solitária para quem vive dentro de um navio de cruzeiro. Aos 41 anos, a gaúcha Fabiana Cuty, natural de Porto Alegre, conhece bem essa realidade. "A moeda sempre vai ter dois lados", resume. "Por mais que a gente chame o navio de casa de lata, tu tem que abrir mão de muita coisa. É um estilo de vida bem diferente do nosso". 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Funcionária de uma companhia italiana, ela soma cerca de dois anos e meio de trabalho embarcada. Hoje, atua no shopping do navio, cuidando da organização visual das lojas, vitrines e produtos. "O último navio em que eu estive tinha uma capacidade para quase sete mil pessoas, mais de 300 metros de comprimento e 16 andares. Então, é uma cidade, lá dentro tem tudo", explica. Uma escolha de vida A trajetória de Fabiana nos cruzeiros começou em 2009, quando embarcou pela primeira vez após uma seleção em Porto Alegre. Depois de uma pausa de cerca de dez anos, ela decidiu voltar à vida no mar, desta vez, com planejamento e apoio da família. "É uma vida em que a gente tem que ter objetivos, seja de novas culturas, conhecer lugares, pessoas, experiência profissional ou então objetivos econômicos", afirma. No entanto, apesar de gostar da experiência, ela reconhece que o ritmo não é sustentável a longo prazo. "Acredito que não é o estilo de vida para o resto da vida. É bem cansativo. Mas, enquanto der, a gente vai indo e tendo um crescimento profissional", comenta. Fabiana Cuty trabalha em um cruzeiro Arquivo pessoal Uma rotina sem folga Apesar do cenário que pode parecer turístico, o trabalho a bordo exige resistência. "Ficamos sete meses a bordo, trabalhando todos os dias", revela. "Nós temos horários de descanso, ...