Por que o Brasil não considera PCC e CV terroristas? Entenda diferença em relação aos EUA
EUA decidem classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas O governo dos Estados Unidos anunciou, ontem (28), que vai classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. No Brasil, porém, grupos criminosos só recebem essa designação em situações específicas previstas na legislação. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Na legislação brasileira, terrorismo é definido pela prática de atos violentos "por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião, quando cometidos para provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimônio ou a paz pública". Em maio do ano passado, após ser questionado por uma comitiva americana sobre o assunto em uma reunião no Ministério da Justiça, o então secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sabburro, explicou a diferenciação brasileira. “Estas organizações criminosas [brasileiras] não têm qualquer viés ideológico, não têm qualquer viés político, religioso, não querem mudar o sistema. Muito pelo contrário, elas pretendem a prática de infrações penais, lavagem de dinheiro”, afirmou o secretário. LEIA TAMBÉM: Brasil pode ser invadido pelos EUA, como aconteceu com a Venezuela? Entenda Governo brasileiro teme interferência dos EUA no Brasil; entenda Ou seja, a motivação é o que diferencia um grupo terrorista de uma facção criminosa no Brasil. Terroristas costumam buscar fins ideológicos ou políticos, enquanto facções como o PCC ou o CV visam o lucro, especialmente por meio do tráfico de drogas, armas e crimes financeiros. Thiago Bottino, professor de Direito da Fundação Getúlio Vargas do Rio, explicou ao g1 em entrevista realizada em março deste ano, que a busca pela desestabilização do Estado é outro fator para diferenciar facções criminosas de grupos terroristas. "Um ato terrorista quer desestabilizar o governo. Já organizações criminosas como as nossas não que...
Original source: G1 Brazil