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Fechamento de casas de repouso na Lapa gera disputa entre moradores e acusações de etarismo: 'Velhice não é crime'

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Placa colocada na rua Tomé de Souza, na Lapa, Zona Oeste de SP, onde moradores querem a saída das casas de repouso da área. Reprodução/Redes Sociais A recente cassação de alvarás de casas de repouso da Lapa, na Zona Oeste de São Paulo, pela gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), tem gerado uma disputa entre associações de moradores do bairro. A briga entre as entidades começou em dezembro do ano passado, quando a gestão do subprefeito da Lapa, coronel Telhada, cassou o direito de algumas das casas de repouso da área. Ele deixou a Subprefeitura da Lapa em março, para concorrer ao cargo de deputado federal ne eleição de outubro. Entre as entidades estão Amo City Lapa, Associação Vila Leopoldina e Associação de Amigos e Moradores pela Preservação do Alto da Lapa e Bela Aliança (Assampalba). A alegação da Assampalba – que pediu a cassação dos alvarás - é que essas casas de repouso estão em uma área classificada como "estritamente residencial" pela Lei de Zoneamento aprovada na Câmara Municipal em 2016. Porém, a maioria das cerca de 40 casas de repouso da área são Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), que funcionam como moradias coletivas de idosos, não como clínicas privadas de tratamento médico. Isso significa que essas entidades não se enquadram, teoricamente, como um comércio tradicional, mesmo praticando moradia privada e paga pelos familiares dos idosos. Com isso, elas teoricamente teriam permissão de estarem no bairro, diz a entidade que representa o setor. Uma dessas ILPIs que perderam o alvará foi o Residencial Lar Aconchego, que funciona na Rua Thomé de Souza. A entidade está no local há cerca de um ano e, em dezembro, teve o alvará cassado pela Prefeitura de São Paulo sem direito de defesa. A casa com apenas oito idosos está funcionando de forma irregular desde então e recorreu à Justiça para continuar operando na área. “Da noite para o dia, o subprefeito Telhada assinou o corte do nosso alvará, sem nenhum direito de defesa. A subpre...