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Paralisia de Bell: jornalista relata susto e desafios da recuperação de doença que 'congela' parte do rosto

BR · · G1 Brazil

Paralisia de Bell afeta 60 mil brasileiros por ano Piscar, sorrir, levantar uma sobrancelha... todos esse movimentos são parte do cotidiano da população. Feitos de forma natural, eles compõem a expressão facial do ser humano. Às vezes, a necessidade destas ações só é percebida quando não é mais possível controlá-las. A Paralisia de Bell é uma inflamação no nervo facial que "congela" parte do rosto e afeta cerca de 60 mil brasileiros por ano. A doença afetou o jornalista Gustavo Netto, apresentador da TV TEM, afiliada da Rede Globo. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Gustavo, que mora em Jundiaí (SP), conta que percebeu que o lado esquerdo do rosto estava imobilizado quando não conseguiu fazer algo básico de sua rotina: beber café. "Na hora, senti que alguma coisa não estava bem. Não tinha dor, nada assim. Tentei de novo e aconteceu a mesma coisa. Não falei nada para a minha esposa, voltamos para casa e corri para o espelho. Foi fácil perceber: boca torta, olho caído… o lado esquerdo do rosto estava paralisado", conta Gustavo. Ao procurar um hospital, o medo inicial era de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), mas os médicos logo esclareceram o diagnóstico: Paralisia de Bell. Repórter da TV TEM compartilhou experiência de receber diagnóstico de Paralisia de Bell Reprodução/TV TEM O que é a Paralisia de Bell? A doença é uma inflamação no nervo facial, localizado atrás da orelha. Este nervo é responsável por levar os comandos do cérebro para os músculos do rosto. Na Paralisia de Bell, a inflamação faz com que ele inche e fique comprimido dentro do canal ósseo. Paralisia de Bell atinge 60 mil brasileiros por ano Reprodução/TV TEM A Paralisia de Bell pode ser causada por vírus comuns, como o herpes ou também pelo herpes zoster, o vírus da catapora, que fica alojado na medula. Em 99% dos casos, a paralisia afeta apenas um lado do rosto de cada vez. Oito em cada dez pacientes recuperam os movimentos totalmente. O neurocirurgião Eduardo Alcântara e...